Liga acompanha atividades da Semana do Idoso
- Liga Experimental

- 3 de out. de 2012
- 2 min de leitura

Do dobrar do papel, uma carteira, um marcador de livros, uma raposa falante, uma flor. E entre uma descoberta e outra, uma tarde inteira de histórias pra contar. A oficina de Origami que foi realizada ontem, 2/10, na Vila das Artes, faz parte de uma programação especial espalhada por alguns pontos de Fortaleza em comemoração à Semana do Idoso, que começou na última segunda-feira e segue até o próximo dia 5. Segundo dados do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), o Ceará é o quinto Estado do País com maior percentual de pessoas com 60 anos ou mais.
Desde 2006, o dia do idoso – que era lembrado no dia 27 de setembro – é comemorado nacionalmente no dia 1º de outubro. A mudança da data faz referência à criação da Lei nº 10741, de 1º de outubro de 2003, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso, e ao Dia Internacional do Idoso, comemorado pela ONU a partir daquele ano.

A relação entre envelhecimento e mídia é uma das temáticas trabalhadas pela Liga em 2012 com o projeto Ver pra Crer. Integrantes do eixo C acompanharam a oficina de Origami e conversaram com Maria Eneida Fernandes, Iderilse Peixoto e Vera Lúcia Berto. Eneida, 61, é farmacêutica. Iderilse, 60, aposentada. As duas participaram da oficina ministrada por Vera, 60, que é arte-educadora e membro do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa.
Para Iderilse, atividades que estimulam a coordenação motora, como é o caso do Origami, são fundamentais para manter a flexibilidade. “No meu caso em particular, minha mãe tinha Parkinson e eu tenho Parkinson precoce. É uma maneira de não perder, porque com a idade a gente perde o fio da meada, ou seja, perde a movimentação, a locomoção. Então o Origami, o crochê e outras coisas mais favorecem para que a gente não perca o movimento”, conta.
Confira abaixo, ainda, depoimentos que Eneida e Vera deram à nossa equipe. Elas falaram sobre a importância de atividades e políticas públicas voltadas à pessoa idosa, sobre como lidam com o processo de envelhecimento e qual deve ser o papel dos meios de comunicação na efetivação de seus direitos.




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