Liga discute comunicação e direitos LGBT com o deputado federal Jean Wyllys
- Liga Experimental

- 4 de out. de 2012
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Entre as conversas e debates que nortearam a visita do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) a Fortaleza, nos últimos dois dias, a Liga conseguiu um espaço, junto com uma de suas parcerias antigas, a ONG Fábrica de Imagens, para discutir as políticas de comunicação aliadas aos direitos LGBT presentes no cenário social brasileiro. A entrevista foi concedida na manhã desta quinta-feira (04) e encerrou as atividades do deputado na cidade.
Com um trabalho focado na efetivação dos direitos humanos, o deputado é parceiro dos movimentos LGBT, negros e de mulheres, além de participar de ações no combate à homofobia, na legalização do casamento civil igualitário, entre outros. Para Jean, se contentar com a união estável sem defender a conquista da união civil igualitária é render-se a uma ordem discriminatória, que relega os direitos LGBT ao segundo plano. “O casamento é a visibilidade, é a celebração pública dos nossos modos de vida, que merecem ser celebrados como os dos heterossexuais. A gente não tá pedindo nada, só direitos iguais”, afirma.
Dialogando com o trabalho realizado pelo Eixo B do Projeto Ver pra Crer, o deputado ressaltou as conquistas do movimento LGBT em torno do campo da comunicação. “Eu acho que as novas tecnologias da comunicação e da informação, ampliaram o espaço da democracia, potencializaram a democracia. Permitiu a um número maior de pessoas se expressar, botar em circulação a sua visão, as suas denúncias”.
Único parlamentar homossexual assumido na Câmara, Jean Wyllys levanta a bandeira pela igualdade de direitos e salienta os motivos que o fazem persistir nessa caminhada. “Estou lutando por uma coisa justa. Lutar pelo que é certo anima a minha vida. Não importa o quanto me difamem, o quanto falem mal, o quanto espalhem equívocos, o quanto me ameacem. Estou lutando pela justiça, pelo bem de todos, então isso vai me animar sempre”.
Assista abaixo a alguns trechos da fala do deputado. Mais detalhes da entrevista você confere no jornal Prisma, um dos produtos do projeto Ver pra Crer.




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