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O primeiro fazer jornalístico

  • Foto do escritor: Liga Experimental
    Liga Experimental
  • 17 de out. de 2012
  • 2 min de leitura

Nos próximos dias, o site da Liga apresentará uma série de matérias sobre Direitos Humanos e Comunicação, produto da oficina de Linguagem Jornalística ministrada aos calouros de 2012.2. A oficina teve o intuito de introduzir os futuros membros da Liga no universo da linguagem e gêneros jornalísticos. À frente da oficina estão os alunos Bárbara Rocha, Camila Lima, Cláudio Lucas, Roberta Souza e William Santos. Hoje, apresentamos a matéria produzida pelos alunos Bruno Melgacio e Jadiel Lima, com o tema educação, mídia e diversidade sexual, questões que também são abordadas no projeto Ver Pra Crer.

Educação, mídia e representação dos direitos LGBT

Direito à liberdade, à igualdade de direitos, à vida e à segurança pessoal, à liberdade de pensamento e de expressão. Esses são apenas alguns direitos garantidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e que o movimento LGBT luta para serem reconhecidos. Mas de que forma essa pauta está sendo veiculada na mídia e trabalhada na educação brasileira?

Carlos Mourão, advogado e integrante do Bando 17 de Maio – coletivo focado em debates e intervenções a favor dos direitos LGBT, considera a falta de espaço na mídia tradicional um agravante na representação desses direitos. “É uma pauta que nem sempre é tocada como deveria ser. Conseguimos algum espaço nessas mídias alternativas, principalmente com o Facebook e o Twitter. Mas a mídia como um todo tenta invibilizar a demanda.”

Na sala de aula, o tema também é visto pelos militantes com limitações. Um exemplo disso se refere à repercussão do popularmente conhecido ‘kit gay’, produzido em 2010 pelo Ministério da Educação. De acordo com os políticos que votaram contra sua utilização, sua publicação incentivaria a prática homoafetiva nas escolas. O estudante de Psicologia e integrante do Bando 17 de Maio, Marco Sanches, critica o posicionamento desses políticos, afirmando o que seria a essência do kit. “A real proposta da cartilha contra a homofobia era mobilizar discussões sobre diversidade sexual entre os educadores para depois levá-la para a sala de aula. Mas a ideia foi vetada e perdemos a oportunidade de avançar nessa questão”.

Fernando Falcão, aluno de Comunicação Social na UFC e membro do grupo Expressão – grupo de discussão em diversidade sexual, identidade de gênero e comunicação – também identifica problemas ao trabalhar com esses direitos dentro da Universidade. Segundo ele, o assunto só é levado ao curso raras vezes, e na maioria delas por iniciativa de professores interessados na pesquisa relacionada. “De uma forma geral, não existe um cuidado em trazer prioritariamente essas reflexões ao curso de Comunicação (…), não só da questão LGBT, mas com as chamadas minorias sociais”, completa.

“Além de como os direitos são tratados na mídia, deve ser observado como eles são tratados no cotidiano”, lembra Fernando. “A mídia interfere no cotidiano, contudo, a recíproca também é verdadeira. É preciso que o movimento [LGBT] seja parceiro da academia na construção de um saber que ajude a derrubar alguns preconceitos, enfim, que ajude a transformar os paradigmas atuais”, conclui.

Mas e você? O que faria para ampliar as discussões sobre sexualidade no seu dia-a-dia? Confira abaixo a vídeo-enquete com a opinião de alguns estudantes da UFC sobre essa questão.

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